Conheci os Corpos Informáticos na ENECULT, um grupo incrível de arte performática, que mistura arte e tecnologia.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
O pensamento complexo de Edgar Morin
Edgar Morin, é pseudônimo de Edgar Nahoum, é formado em Direito, Historia e Geografia, e realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia. Autor de quase meia centena de livros, entre eles Uma Cabeça Bem Feita, obra em que discute sobre educação, é um dos intelectuais mais respeitos e lidos na contemporaneidade ele defende a mudança na reforma do pensamento, sendo fundamental para compreendermos os problemas contemporâneos.
Morin alerta que impera sobre o pensamento o paradigma da simplificação, que propõe em sua analise cartesiana rápidas e conclusivas por meio da disfunção – simplificação da coisa em partes ignorando as relações – e da redução – unificação das partes ignorando suas diferenças –. O pensamento cartesiano ainda isola o observador da coisa observada, o homem cartesiano é uma maquina sem emoções e o universo a coisa a ser dominada e ordenada.
Complexidade vem do latim "complexus", que quer dizer aquilo que é tecido junto . Edgar Morin afirma que, nós aprendemos a separar e analisar cada assunto distintamente , mas não a associar e nem fazer com que as coisas interliguem-se entre elas. Desse modo , o sistema educacional para Morin , é inadequado e incapaz de gerar a complexidade , ou seja de criar as numerosas ligações entre os diversos aspectos dos conhecimentos.
Ainda segundo Morin, a complexidade é estabelecer uma vinculação entre os mais diversos campos de pesquisas e disciplinas , é ser capaz de pensar o real como um todo e não o de o simplificar a elementos menores, redutores ; é entender que é preciso transpassar as barreiras disciplinares e construir uma ciência pluridimensional e transdisciplinar .
sábado, 20 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Alem das ferramentas tecnologicas
O governo brasileiro tardiamente busca combater o que se convencionou chamar de exclusão digital sem compreender as ambiguidades presentes no tema, se propõe neste ensaio uma discussão profunda sobre os processos de inclusão digital que ignoram a importância social do acesso a informação. O apartamento digital não pode se simplificado a um problema meramente técnico que pode ser medido por meio da produtividade, mas sim como um problema complexo: cultural, social, técnica e cognitivo (Lemos, 2004).
É um equivoco pensar inclusão como a disponibilização de ferramentas que possibilitem o acesso a informação e a capacidade de utilizá-la, critérios utilizados no mapeamento da inclusão digital no Brasil realizada pela Fundação Getulio Vagas (NERI, 2003), criticado por Lemos em seu livro Cidades digitais portais, inclusão e redes no Brasil (LEMOS, 2006). Visualizando apenas essa parte do problema, o governo brasileiro se comprometeu em disponibilizar rede de banda larga barata e acessível com o Programa Nacional de Banda Larga e acesso ao microcomputador, tanto com o barateamento e com a disponibilização de credito como com a disponibilização em escolas de ensino fundamental com o programa Um Computador por Aluno; projetos obsoletos. As empresas, mais uma vez, foram mais eficientes em disponibilizar as ferramentas, pois elas se engajam em baratear o custo tanto da banda quanto dos computadores, alem de disponibilizarem no mercado, a um custo acessível, inúmeras tecnologias de acesso a rede, como os notebooks, smartphones e tablets.
domingo, 14 de setembro de 2014
Jornalismo Cientifico: difusão cientifica online
A difusão de ciência online é de extrema importância, e oferece uma relação de mão dupla onde todos saem ganhando, a sociedade, em especial, os que não possuem uma cultura científica, passa a ter acesso a um grande volume de conteúdo disponibilizados em revistas e repositórios online, e por outro lado, as universidades e centros de tecnologia conseguem maior apoio social, uma que ao se aproximar da população, o conhecimento produzindo dentro das academias ganha legitimidade. Porém não pode cometer o equívoco de pensar que a simples disponibilização deste conteúdo online é suficiente para a se fazer difusão cientifica, é necessário ir além da disponibilização, promover o interesse ao conteúdo disponibilizado é fundamental.
O que você entende por inclusão digital?
Hoje o abarcamento virtual do globo, caracteriza a
fase atual da modernidade (BERMAN, 1982), com as instituições e organizações
com extensões no ciberespaço (LEMOS; REGINATO; COSTA, 2006). Neste contexto,
desde a década de 90, o termo inclusão digital vem ganhando força, porem é um
equivoco supor que há pessoas a margem da sociedade da informação, vivemos na
chamada sociedade em rede (CASTELLS, 2005), estejamos ou não conectados a
computadores e a internet. Hoje muitos pesquisadores preferem utilizar o termo
apartamento digital, por considerarem justamente que não existe exclusão, e sim
que dentro da própria estrutura da sociedade da informação, aqueles que não têm
acesso a informação, possuem um papel tão importante quanto aqueles que circulam
livremente pela rede. Não existe excluídos digitais, a exclusão compõe a
estrutura da sociedade capitalista (FERREIRA, 2002), trata-se de uma tentativa
equivocada de explicar a realidade (MARTINS, 2003)** ao dispersar do real
desafio, a transformação social por meio da autonomia no ciberespaço.
Referencias:
BERMAN,
Marshal. Introdução: Modernidade Ontem, Hoje e Amanhã. In BERMAN, Marshal. Tudo
que é sólido desmancha no ar. Editora Schwarcz Ltda: pp.
15-35, São Paulo, 1982.
CASTELLS,
Manuel. O caos e o progresso. 2005. Entrevistadora: Keli lynn Boop. Portal do
Projeto Software Livre do Brasil. Disponível em: <http://www.softwarelivre.org/news/3751> Acesso em: 03 mai. 2006.
FERREIRA,
Mônica Dias Peregrino. As armadilhas da exclusão: um desafio
para
a análise. 2002. Disponível em: < http://www.anped.org.br/reunioes/25/monicaperegrinoferreirat06.rtf> Acesso em: 19 ago. 2006.
LEMOS,
Andre; RIGITANO, Eugênia; COSTA, Leonardo. Incluindo o Brasil na era digital.
In: LEMOS, André. (Ed.). Cidade digital: portais, inclusão e redes no Brasil.
Salvador: Edufba, 2007, p 15-34.
Historia de Sociedade da Informação
Desde o momento em que o homem percebeu a importância da informação como meio de difusão da técnica, e esta como instrumento de transformação do espaço, compreendeu a importância da criação de instrumentos capazes de disseminar informação de forma instantânea. Este processo se expandiu a ponto de abarcar virtualmente o mundo todo por meio das TIC. Porem para entender melhor a sociedade contemporânea, é importante compreender a historia da técnica.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
O que é (Ciber)cultura?
O homem, a natureza e a técnica se relacionam em épocas historias distintas, a cultura contemporânea inundada pelas tecnologias digitais criam uma nova relação entre a técnica e a vida social ao qual conhecemos por cibercultura. A cibercultura é uma nova relação entre a técnica e a vida social, como explica André Lemos (2013). Assim antes de indagar o que é cibercultura, devemos pensar a relação entre o homem, a natureza e a técnica. A cibercultura resulta da convergência entre a sociabilidade contemporânea e as novas tecnologias de base da microeletrônica. Ele nasce nos anos 1950 com a informatica e a cibernética, começa a se tornar popular em 1970 com o advento do microcomputador e se consolida nos anos 80 e 90, com a informática de massa e a internet respectivamente.
O termo cibercultura foi emprestado por William Gibson que escreveu o livro Neuromancer uma das mais famosas novelas cyberpunk, nele, o personagem é banido ao ciberespaço numa história que mais tarde serviria de base à trilogia de filmes Matrix.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
"A curiosidade das crianças não deve ser Ignorada" Edgar Morin
A educação conteudista se tornou ultrapassada, o professor ganhar agora o papel de facilitador, deixou de ser aquele que detêm o conhecimento, seu papel agora é estimular em seus alunos a curiosidade de buscar informação em rede, analisar e conhecer novas possibilidades.
Em entrevista ao Globo Morin defende o ensino de arte e literatura como formas de estimulo a aprendizagem, segundo ele hoje o ensino reduz por estar distante da natureza, e não incluir sentimentos e emoções, ele defende a transdisciplinaridade no ensino e uma abordagem complexa como outra possibilidade.
A rede de escolas Reggio Emilia é um exemplo muito bacana de educação que busca ouvir as crianças e estimular o seu contato com a complexidade do mundo, através do contato com a natureza e oficinas de arte.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
O desafio da educação na Sociedade do Conhecimento
.jpg)
Vivemos na sociedade da informação, onde uma grande volume de dados cruza os espaços, possibilitando a interação homem-maquina em redes. Os dados estão disponíveis a todos que possuem ferramentas e dispõe de capacidade de utiliza - las. Se antes o homem era desafiado a ter informação, hoje à educação estar passando por uma transformação, onde o que interessa não é um banco de dados e sim uma analise de conteúdo móvel. O desafio é outro, analisar, relacionar e criar conhecimentos, é o que responde Viviane Mosé nesta rápida entrevista.
Assinar:
Comentários (Atom)
.jpg)
.jpg)
