quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Alem das ferramentas tecnologicas




O governo brasileiro tardiamente busca combater o que se convencionou chamar de exclusão digital sem compreender as ambiguidades presentes no tema, se propõe neste ensaio uma discussão profunda sobre os processos de inclusão digital que ignoram a importância social do acesso a informação. O apartamento digital não pode se simplificado a um problema meramente técnico que pode ser medido por meio da produtividade, mas sim como um problema complexo: cultural, social, técnica e cognitivo (Lemos, 2004).

É um equivoco pensar inclusão como a disponibilização de ferramentas que possibilitem o acesso a informação e a capacidade de utilizá-la, critérios utilizados no mapeamento da inclusão digital no Brasil realizada pela Fundação Getulio Vagas (NERI, 2003), criticado por Lemos em seu livro Cidades digitais portais, inclusão e redes no Brasil (LEMOS, 2006). Visualizando apenas essa parte do problema, o governo brasileiro se comprometeu em disponibilizar rede de banda larga barata e acessível com o Programa Nacional de Banda Larga e acesso ao microcomputador, tanto com o barateamento e com a disponibilização de credito como com a disponibilização em escolas de ensino fundamental com o programa Um Computador por Aluno; projetos obsoletos. As empresas, mais uma vez, foram mais eficientes em disponibilizar as ferramentas, pois elas se engajam em baratear o custo tanto da banda quanto dos computadores, alem de disponibilizarem no mercado, a um custo acessível, inúmeras tecnologias de acesso a rede, como os notebooks, smartphones e tablets.
 

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