Hoje o abarcamento virtual do globo, caracteriza a
fase atual da modernidade (BERMAN, 1982), com as instituições e organizações
com extensões no ciberespaço (LEMOS; REGINATO; COSTA, 2006). Neste contexto,
desde a década de 90, o termo inclusão digital vem ganhando força, porem é um
equivoco supor que há pessoas a margem da sociedade da informação, vivemos na
chamada sociedade em rede (CASTELLS, 2005), estejamos ou não conectados a
computadores e a internet. Hoje muitos pesquisadores preferem utilizar o termo
apartamento digital, por considerarem justamente que não existe exclusão, e sim
que dentro da própria estrutura da sociedade da informação, aqueles que não têm
acesso a informação, possuem um papel tão importante quanto aqueles que circulam
livremente pela rede. Não existe excluídos digitais, a exclusão compõe a
estrutura da sociedade capitalista (FERREIRA, 2002), trata-se de uma tentativa
equivocada de explicar a realidade (MARTINS, 2003)** ao dispersar do real
desafio, a transformação social por meio da autonomia no ciberespaço.
Referencias:
BERMAN,
Marshal. Introdução: Modernidade Ontem, Hoje e Amanhã. In BERMAN, Marshal. Tudo
que é sólido desmancha no ar. Editora Schwarcz Ltda: pp.
15-35, São Paulo, 1982.
CASTELLS,
Manuel. O caos e o progresso. 2005. Entrevistadora: Keli lynn Boop. Portal do
Projeto Software Livre do Brasil. Disponível em: <http://www.softwarelivre.org/news/3751> Acesso em: 03 mai. 2006.
FERREIRA,
Mônica Dias Peregrino. As armadilhas da exclusão: um desafio
para
a análise. 2002. Disponível em: < http://www.anped.org.br/reunioes/25/monicaperegrinoferreirat06.rtf> Acesso em: 19 ago. 2006.
LEMOS,
Andre; RIGITANO, Eugênia; COSTA, Leonardo. Incluindo o Brasil na era digital.
In: LEMOS, André. (Ed.). Cidade digital: portais, inclusão e redes no Brasil.
Salvador: Edufba, 2007, p 15-34.
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