segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Direitos autorias: o conhecimento pode ser privatizado?



Primeiro vamos compreender a lei dos direitos autorais, Lei 9610/98.

Seja a lista de coisas que só e permitido com a autorização do autor:
  1. Publicar.
  2. Transmitir ou emitir.
  3. Retransmitir.
  4. Distribuir/ Copiar: (Piratear)
  5. Usar a imagem do autor: filmar alguém na rua e utilizar na produção de um filme, se essa pessoa puder ser identificada é crime. 
  6. Editar, reproduzir, traduzir, distribuir, armazenar...

Percebeu como essa lista não estar sintonizada com a cibercultura?


O discurso instaurado para levar a cabo o projeto de sociedade que defende a propriedade intelectual é contraditório com as condições que são dadas pelas tecnologias digitais em rede, que têm, em suas próprias condições de funcionamento, a arquitetura de compartilhamento. (PRETTO; CORDEIRO; OLIVEIRA, 2013, p. 34) 

Quem ganha com os Direitos Autorais?


A apropriação da produção, circulação e consumo dos conteúdos culturais, nos dias de hoje, se dá de forma majoritária, privativamente, pelas corporações transnacionais, em uma sociedade em que o conhecimento e as produções intelectualmente elaboradas tornaram-se a principal estrutura do capital globalizado (PRETTO; CORDEIRO; OLIVEIRA, 2013, p. 24)


O que é preciso fazer? 

Democratizar tudo isso, diz Gilberto Gil


Na senda da ética de colaboração dos hackers, da filosofia do software livre e de código aberto, do acesso livre e das licenças abertas, apresentam-se perspectivas outras de atividades contra-hegemônicas de produção e compartilhamento de conteúdos e conhecimentos (PRETTO; CORDEIRO; OLIVEIRA, 2013, p. 24)

Ética de colaboração dos hackers 

Os hackers acreditam que compartilhar informação é um poderoso bem concreto e que seja um dever moral compartilhar a sua perícia escrevendo software livre e facilitando o acesso a informação e a recursos computacionais onde for possível.

A ética hacker é : uma atitude que possui em seu DNA um desejo íntimo de construir um mundo a partir de uma inteligência coletiva, a partir da colaboração entre as diferentes formas que as pessoas possuem de resolver seus problemas.

Filosofia do software livre e código aberto




Acesso livre e das licenças abertas

Um exemplo bacana é a Creative- Commons:

Licença Creative Commons


Onde a escola entra nesta historia?

Uma vez que:

"Nas escolas começam a surgir projetos pedagógicos que incorporam o uso de blogs, wikis e redes sociais para interconectar alunos e professores, e desse modo, favorecer a participação colaborativa e a interatividade, integrando funcionalidades e conteúdos. (SOUZA;AMARAL;SILVA;ARAUJO, 2012, p. 51-52)  

O educadores devem levar em conta que:

 Esses, também, podem-se constituir em importantes princípios para se pensar processos educacionais coerentes com o momento contemporâneo. Processos esses que busquem superar definitivamente a ideia de uma escola que forma apenas consumidores de produtos ou informações. Assim, ao se levar a filosofia hacker para o campo educa- cional, somam-se, também, as possibilidades trazidas pelo digital para a criação de um ecossistema pedagógico de aprendizagem e produção de culturas e conhecimentos, sempre com esse plural pleno. (PRETTO; CORDEIRO; OLIVEIRA, 2013, p. 36)




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